Dois acionistas do New York Times entraram com uma ação judicial contra a empresa controladora do jornal na 4ª feira (23.set.2026), argumentando que a publicação falha na supervisão de conteúdos de viés “anti-Israel”. Segundo o processo, a empresa falhou em informar os leitores “com veracidade” e não emitiu correções em tempo hábil.
O State Board of Administration of Florida -fundo de pensão público administrado pelo Estado da Flórida- e o think tank National Center for Public Policy Research pedem a verificação de que o conselho de administração do jornal permite que a cobertura editorial seja orientada por viés contra Israel. A ação foi protocolada no tribunal estadual de Nova York, em Manhattan.
Os autores pedem que um juiz demande que o conselho de administração do NYT entregue registros internos da empresa. A maioria dos documentos solicitados se relaciona à cobertura da guerra entre Israel e Hamas. Eis a íntegra da petição (PDF, em inglês - 931 kB).
A petição tem como um de seus pilares os relatos de uma ex-funcionária da redação do jornal que não foi identificada pelo nome. Segundo o processo, ela levantou preocupações sobre antissemitismo e viés anti-Israel em seu setor por pelo menos 15 vezes de 2019 até a data de sua saída, em março de 2026.
De acordo com o processo, em um dos episódios descritos, um supervisor teria dito a ela: “Não é seu trabalho ser o ombudsman”.
