Por Eric Athas
Quando conto a alguém no trabalho que escrevi um livro chamado Saying No to New (“Dizendo não ao novo”, em tradução livre), geralmente recebo uma resposta parecida. Algo como: “Mas você defende coisas novas aqui”.
É verdade. No The New York Times, sou editor-adjunto da equipe de desenvolvimento e suporte da Redação. Nosso trabalho é ajudar repórteres e editores a aprender novas habilidades e ferramentas por meio de treinamentos e da implementação de novos produtos. Treinamos colegas no uso de inteligência artificial, formatos narrativos, interação nos comentários e muito mais. Também desenvolvemos novas ferramentas que poupam o tempo de nossos colegas para que eles possam se concentrar em fazer jornalismo.
Ao longo da minha carreira no jornalismo, trabalhei em inúmeras iniciativas de transformação em redações de organizações grandes e pequenas. Pode-se dizer que sempre trabalhei na “editoria das novidades”, estudando tecnologias emergentes e colaborando com colegas para ensiná-las a repórteres e editores.
Então, como explicar isso? Pode parecer contraditório, mas as lições de Saying No to New podem funcionar como uma arma secreta para a inovação nas redações.
A 1ª coisa que digo às pessoas é que meu livro não trata de dizer não a todas as coisas novas. Trata-se de resistir à atração exercida por novidades que nos distraem daquilo que realmente importa na vida.
