Popularmente celebrado em 27 de setembro, embora a Igreja Católica dedique a data de 26 de setembro aos santos Cosme e Damião, o Dia de Cosme e Damião atravessa gerações e diferentes tradições religiosas. Todos os anos, em setembro, crianças de diversas partes do Brasil saem às ruas em busca de uma das marcas mais conhecidas da celebração: os saquinhos de doces.
O costume, porém, foi além dos espaços religiosos e passou a fazer parte da memória afetiva de famílias que nem sempre têm relação com religiões de matriz afro-brasileiras, como o Candomblé e a Umbanda.
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Para Sidnei Nogueira, babalorixá, escritor, mestre, doutor, palestrante e sacerdote na Comunidade da Compreensão e da Restauração Ilè Asè Sàngó, a popularização da festa está relacionada justamente ao encontro de diferentes referências religiosas e culturais no Brasil.
“Essa festa foi criando vínculos, reunindo diferentes fés e aglutinando referências espirituais de diferentes origens”, explica em entrevista à CNN Brasil.
Segundo o sacerdote, a devoção a Cosme e Damião se encontrou, na experiência religiosa brasileira, com o culto a Ibeji, orixás crianças de tradição iorubá. Ele ressalta, no entanto, que Cosme e Damião e Ibeji não têm a mesma origem e não são exatamente a mesma coisa.
