O mercado global de algodão entra em um período de oferta mais restrita, com redução das estimativas de produção e dos estoques mundiais. Segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, o cenário combinado à resiliência da demanda, tem dado sustentação às cotações internacionais e melhora as perspectivas para os produtores brasileiros.
Em agosto, o primeiro vencimento do algodão na Bolsa de Nova York registrou média de 85 centavos de dólar por libra-peso, alta de 9,7% em relação a julho. O movimento foi influenciado principalmente pela piora das condições das lavouras nos Estados Unidos, maior exportador mundial da fibra, além das incertezas sobre a produção de importantes fornecedores, como China e Índia.
A atualização de setembro do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reforçou o cenário de menor disponibilidade. A agência reduziu a estimativa para a produção mundial de algodão na safra 2026/27. Ao mesmo tempo, o consumo global segue em trajetória de crescimento, levando a uma nova redução na projeção para os estoques finais da commodity.
“Depois de algumas safras marcadas por maior disponibilidade global, o mercado volta a conviver com um balanço mais apertado. A combinação de estoques menores e demanda resiliente tem dado sustentação aos preços e melhora a visibilidade para os produtores no planejamento do próximo ciclo”, afirma Francisco Queiroz, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA.
