A participação de mulheres na disputa por cargos eletivos permanece em torno de 34% desde 2020, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Nas eleições deste ano, das 20,5 mil candidaturas consideradas pelo tribunal para o cálculo da distribuição dos recursos públicos de campanha, 7,1 mil são de mulheres. O número representa 34,85% do total, ante 65,15% de homens.
O percentual pouco mudou nos últimos quatro pleitos. Em 2020, as mulheres representaram cerca de um terço das candidaturas. Nas eleições gerais de 2022, ficaram novamente na faixa de 34% e, em 2024, o índice se manteve em patamar semelhante.
A comparação reúne eleições municipais e gerais, que envolvem cargos e universos distintos. Ainda assim, os dados mostram que, desde 2020, a participação feminina permanece concentrada em aproximadamente um terço das candidaturas.
Os números integram as ferramentas de acompanhamento da participação política feminina fornecidas pela Justiça Eleitoral.
Na última terça-feira (22), o TSE apresentou ainda um novo painel com dados sobre violência política contra as mulheres, durante a ação “Violência Política TEM Gênero”. A iniciativa também incluiu a assinatura de um protocolo entre o tribunal e a Procuradoria-Geral Eleitoral para ampliar a prevenção, a denúncia e o monitoramento dos casos.
Cota mínima de candidaturas
A legislação eleitoral determina um mínimo de 30% e um máximo de 70% de candidaturas de cada gênero nas disputas proporcionais.
