O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), o candidato a deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ) e o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) criticaram neste sábado (26.set.2026) a decisão do ministro Tribunal Superior Eleitoral André Mendonça que determinou a retirada de publicações relacionadas à fake news de que Flávio Bolsonaro (PL) pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Os 3 usaram o termo “censura” ao questionar os efeitos da medida.
Guimarães afirmou em seu perfil no X que “impedir católicos” de manifestarem devoção a Nossa Senhora Aparecida seria “um triste capítulo de censura” e declarou: “Ninguém vai nos calar”. O ministro não citou Mendonça nominalmente na publicação.
Já Chico Alencar foi mais direto. Em publicação nas redes sociais, afirmou que Flávio Bolsonaro havia recorrido à Justiça contra uma postagem e que Mendonça “concordou com o pedido e censurou a publicação”. “Isso é um escândalo!”, declarou o deputado. Alencar compõe a base governista no Congresso.
Freixo também questionou diretamente o ministro. Alegou interferência no processo eleitoral e comparou o caso à conduta de Mendonça na relatoria do caso do Banco Master.
“O meu vídeo não tinha qualquer ofensa, fake news, não cometia nenhum tipo de crime. Por que então foi retirado do ar, assim como tantos outros conteúdos, arbitrariamente e sem nenhuma justificativa? Para favorecer um candidato?”, escreveu.
