Belo Horizonte sediou, neste sábado (26), a segunda edição do Inter Invest Summit, evento que reuniu especialistas e executivos do mercado financeiro para discutir tendências econômicas e estratégias de construção de patrimônio diante do atual momento da economia brasileira.
Entre os temas centrais do encontro estiveram o endividamento das famílias e os impactos da política fiscal sobre a trajetória dos juros no país.
Inadimplência e juros elevados preocupam especialistas
A saúde financeira dos brasileiros foi apontada como um dos principais pontos de atenção no cenário macroeconômico. De acordo com a última pesquisa Atlas/Bloomberg citada durante o evento, 34% da população não tem dinheiro suficiente para fechar o mês, dado que reflete os níveis recordes de inadimplência registrados nos últimos meses.
Agravando esse cenário, o Brasil segue com uma das maiores taxas de juro real do mundo. Ainda que o Banco Central tenha promovido cortes na Selic nas últimas reuniões, o ciclo de redução avança em ritmo lento.
“É uma queda lenta ainda e gradual, mas a gente está no caminho desse alívio dos juros também para as famílias”, afirmou Rafaela Vitoria, economista-chefe do Inter. Segundo ela, o elevado estímulo fiscal na economia acabou ampliando a demanda e pressionando a inflação, o que contribuiu para desacelerar o ritmo dos cortes.
“Vai demorar um pouco mais (…) o ritmo de cortes tem sido um pouco mais lento, mas ele segue”, acrescentou.
