O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), voltou a criticar neste sábado (26) a atuação do colega André Mendonça no caso Master e defendeu que o modelo de juiz de garantias seja aplicado também ao Supremo.
A manifestação foi publicada nas redes sociais do ministro após o Conselho Superior do Ministério Público Federal rejeitar, na sexta-feira (25), um pedido de investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Para Gilmar, a decisão confirmou que não havia impedimento para que Gonet continuasse atuando nos processos relacionados ao Banco Master.
“A decisão do Conselho Superior do Ministério Público Federal, ontem, confirma o que já se sabia. Nada havia que impedisse o procurador-geral de seguir atuando nos processos do Banco Master”, afirmou.
Em referência a Mendonça, Gilmar também criticou a forma como informações do caso vieram a público. Segundo o ministro, o levantamento do sigilo permitiu que ataques à reputação de Gonet circulassem antes de o caso ser concluído.
“Levanta-se o sigilo, submete-se a reputação de um homem honrado a ataques rasteiros nas redes sociais e, só então, reconhece-se que nada de grave havia naquelas conversas”, disse.
Para o ministro, a decisão do conselho representou um “reparo tíbio e conveniente para quem causou o dano”, mas não reverteu os efeitos da exposição pública.
