Resumo
Bill Gates defendeu a criação de leis para regular o desenvolvimento de inteligência artificial nos Estados Unidos.
Cofundador da Microsoft afirma que a autorregulação das empresas não é suficiente para lidar com os impactos da tecnologia.
Gates considera que regras obrigatórias podem aumentar os custos do setor, mas não devem desacelerar drasticamente os avanços da IA.
O cofundador e ex-CEO da Microsoft Bill Gates voltou a defender uma participação maior dos governos na regulação da inteligência artificial. Em entrevista à NBC News, o filantropo afirmou que a autorregulação das empresas não é suficiente e que autoridades precisam estabelecer regras obrigatórias para monitorar o desenvolvimento da tecnologia.
Questionado sobre a necessidade de uma legislação nos Estados Unidos, Gates respondeu que sim. Ele defende a participação de autoridades, legisladores e órgãos de fiscalização na definição das proteções exigidas das empresas de IA.
Autorregulação não é suficiente, diz Gates
Para Gates, medidas de segurança não podem depender apenas das próprias empresas que desenvolvem os modelos. “Ninguém acha que a autorregulação é suficiente”, afirmou. Na avaliação do cofundador da Microsoft, mecanismos de monitoramento e proteção precisam ser obrigatórios - o que pode criar custos adicionais para as companhias, mas não significaria uma desaceleração drástica no desenvolvimento de novos sistemas.
A declaração reforça uma posição que o executivo já vinha defendendo.
