A economia brasileira mostrou sinais de perda de fôlego no fim do segundo trimestre, em um cenário que fica ainda mais preocupante após o governo federal divulgar uma piora na projeção para o déficit fiscal de 2026, no mesmo período em que anunciou um reajuste do Bolsa Família no orçamento.
Ao CNN Money, Tatiana Pinheiro, consultora econômica e pesquisadora da FGV (Fundação Getulio Vargas), apontou que a desaceleração das atividades deve seguir em 2027, o que deve pressionar ainda mais a situação econômica do país.
“A atividade está desacelerando e essa economia desacelerando agora vai continuar desacelerando para 2027, essa é a expectativa da maioria dos economistas”, disse.
A economista alertou que a expectativa de crescimento econômico em 2027 é ainda menor do que a projetada para 2026, o que representa um risco macroeconômico relevante para o resultado fiscal.
Desequilíbrio fiscal
A especialista avaliou que a reversão do desequilíbrio fiscal é possível, mas depende de medidas estruturais e de vontade política.
“O reverter é possível dentro de medidas que ajustem principalmente a evolução dos gastos obrigatórios”, afirmou.
Segundo ela, despesas indexadas, como as vinculadas ao salário mínimo e aos gastos com saúde e educação, poderiam ser revistas pelo Congresso para reduzir a velocidade de crescimento das despesas.
