Durante a Assembleia Geral da ONU, Donald Trump rejeitou a ideia de controlar a inteligência artificial e afirmou que os Estados Unidos acompanharão de perto o avanço da tecnologia. Ao CNN Agora, o especialista em tecnologia e inovação Arthur Igreja analisou o cenário e alertou para os riscos que a IA pode representar caso não seja bem administrada.
Igreja explicou que a inteligência artificial está passando por uma transformação significativa: a transição da chamada IA generativa, em que o usuário solicita a criação de textos ou imagens, para a chamada IA agêntica, capaz de executar ações concretas, como realizar compras ou desenvolver aplicativos.
“A IA está ganhando a capacidade de executar coisas”, afirmou o especialista.
Segundo ele, testes realizados pela empresa Anthropic demonstraram que modelos de IA agêntica conseguiram identificar rapidamente vulnerabilidades de cibersegurança em empresas e órgãos sofisticados, o que gerou preocupação generalizada no setor.
Riscos ao sistema financeiro e divisão entre líderes do setor
Igreja destacou que o cenário preocupa inclusive líderes do mercado financeiro. De acordo com o especialista, o CEO do Goldman Sachs teria alertado que o uso malicioso desses modelos poderia desencadear um colapso no sistema financeiro global.
Diante disso, a Anthropic optou por não lançar alguns de seus modelos mais avançados ao mercado, restringindo seu uso a parceiros selecionados.
