Se você acha o seu smartwatch o ápice da tecnologia, aí vai uma má notícia: ele perde - e de lavada - para os relógios atômicos, equipamentos que medem o tempo a partir das transições de energia dos elétrons dentro dos átomos. Bom, pelo menos quando a tarefa é contar o tempo da forma mais precisa possível. Como a medição é precisa a níveis moleculares, não é surpresa alguma dizer que eles são os relógios mais precisos do mundo.
Agora, pesquisadores de Singapura desenvolveram um relógio atômico ainda mais preciso do que versões anteriores. Murray Barrett, da Universidade Nacional de Singapura envolvido no projeto, disse estar confiante de terem o relógio mais preciso do mundo. E antes que a equipe seja rotulada como presunçosa, eles testaram e confirmaram. A afirmação tomou como base uma disputa entre o novo relógio atômico, construído com o elemento lutécio (Lu), e os recordistas anteriores, construídos por elementos diferentes. Um novo estudo que descreve o avanço foi publicado na revista científica Nature nesta quarta-feira (23).
Agora, assim como eu, você deve estar se perguntando: “onde vou usar um relógio desses?”. Não se trata de um acessório, mas de uma ferramenta que, quanto mais precisa for, mais mistérios da física fundamental ele poderá revelar.
Para que servem os relógios atômicos?
A medição ultra-precisa feita por relógios atômicos não é algo novo.
Cientistas de Singapura constroem relógio atômico mais preciso do mundo
