*Dr. Lin Chia-lung
A ordem internacional baseada em regras enfrenta forte pressão. Estados autoritários tentam enfraquecer suas salvaguardas e redefinir normas globais em benefício próprio, afrontando princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas, como a solução pacífica de controvérsias e a proibição da ameaça ou do uso da força.
A comunidade internacional vive um momento decisivo: ou agimos unidos para defender o Estado de Direito e a paz, ou assistiremos ao esfacelamento da ordem global, arrastando consigo a liberdade, a autodeterminação e a democracia.Essa escolha é cristalina na primeira cadeia de ilhas do Indopacífico. A segurança regional sofre com a crescente pressão da China, que emprega táticas de "zona cinzenta", intimidação militar, intrusões cibernéticas e coerção econômica, para alterar unilateralmente o status quo.
Na linha de frente da democracia, Taiwan manterá a estabilidade regional. A paz no Estreito de Taiwan, via marítima crucial e artéria vital para as cadeias globais de suprimento, é um interesse compartilhado por todos, como reforçado por declarações do G7 e de diversos fóruns multilaterais entre EUA, Japão, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia.
Essa ordem também é solapada pela distorção deliberada da Resolução 2758 da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
