Entre agosto e dezembro de 1956, o geneticista Warwick Estevam Kerr percorreu regiões da África coletando rainhas de abelhas. Financiado pela Fundação Rockefeller e pelo Prêmio Nacional de Genética André Dreyfys, ele buscava linhagens mais produtivas e adaptadas ao clima tropical brasileiro. Das 133 rainhas coletadas, apenas 47 sobreviveram à viagem e às etapas iniciais do experimento.
O que parecia um projeto científico controlado no interior de São Paulo mudou definitivamente quando 26 colônias deixaram o apiário experimental em 1957. A saída ocorreu após a remoção das telas que impediam a passagem das rainhas, e os descendentes dessas abelhas africanas cruzaram com populações europeias já estabelecidas no Brasil, criando uma nova linhagem que avançou por todo o continente americano.
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Por que o Brasil buscou rainhas africanas nos anos 50
As abelhas de origem europeia criadas no país não apresentavam desempenho consistente em todas as regiões de clima tropical. Warwick Kerr queria encontrar linhagens com boa produtividade, resistência a doenças e adaptação ao calor.
O objetivo era realizar cruzamentos controlados e selecionar características úteis à apicultura brasileira. A viagem à África aconteceu com recursos da Fundação Rockefeller e do Prêmio Nacional de Genética André Dreyfys, segundo registros da Embrapa.
