A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou 93 ações no Tribunal Superior Eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua coligação na campanha eleitoral de 2026. O volume representa 73% de todos os 128 processos autuados pela equipe do senador de 16 de agosto até 6ª feira (25.set.2026).
Do total movido contra Lula, 7 tiveram decisões favoráveis, 29 foram indeferidos e os demais aguardam julgamento. Todos os processos, contudo, ainda tramitam na Corte e cabem recursos.
As representações tratam de assuntos diversos. Das ações contra Lula, 33 contestam inserções que afirmam que Flávio teria recebido R$ 134 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Outras 18 questionam peças publicitárias que vinculam a família do candidato a milicianos do Rio de Janeiro ou a políticos presos ligados ao Comando Vermelho.
Ações questionam o uso da máquina pública para fins eleitorais. Por exemplo, Flávio acionou o TSE para que Lula seja impedido de usar na campanha eleitoral imagens ou trechos do discurso feito na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York.
O volume expressivo de ações cumpre um papel estratégico na corrida eleitoral. Primeiro, busca retirar do ar o mais rápido possível materiais considerados prejudiciais à imagem do candidato e reduzir o impacto eleitoral da propaganda adversária. Visa ainda a criar narrativas políticas de contraponto para uso na própria propaganda do partido.
