Os patrocínios de casas de apostas representam de 4% a 10% da receita total dos clubes de futebol brasileiros, com média de 7%, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O governo pretende ouvir as equipes antes de decidir se adotará alguma medida de apoio. Não haverá ajuda financeira imediata, afirmou o ministro.
“Quando você olha a receita total do clube e quanto dessa receita total vem das bets atuais, há uma variação de 4% a 10%, com uma média de 7%. Então, é preciso entender qual é a demanda dos clubes. A gente vai certamente se reunir com os clubes de futebol para identificar essa demanda e, caso seja necessário, caso essa seja a avaliação do governo, adotar uma medida na sequência, mas posteriormente. Para hoje, não”, disse Durigan.
A medida provisória assinada na 6ª feira (25.set.2026) proíbe a exploração e a publicidade das apostas de quota fixa no Brasil, inclusive as esportivas. As empresas têm até 5 de outubro de 2026, às 23h59, para retirar publicidade e sinais de patrocínio. Os sites e aplicativos de apostas deverão sair do ar a partir do dia 6.
Leia a apresentação (PDF - 2 MB) e a íntegra da publicação no D.O.U. (PDF - 779 kB).
RETIRADA DE MARCAS
A medida proíbe novas ações de publicidade, propaganda, divulgação e patrocínio de bets em meios físicos e digitais. Os materiais e sinais de patrocínio já veiculados devem ser retirados em até 10 dias da publicação da MP.
