A proibição das bets foi notícia em agências e jornais estrangeiros.
Reprodução/France 24
A imprensa internacional repercutiu a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de proibir as apostas online no Brasil, anunciada na sexta-feira (25/9), a pouco mais de uma semana do primeiro turno da eleição presidencial.
Agências e jornais dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França destacaram o peso eleitoral da medida, o endividamento das famílias e o impacto sobre o futebol brasileiro.
Horas antes do anúncio, a agência Bloomberg já antecipava a decisão e a colocava no centro da disputa eleitoral. Em reportagem intitulada originalmente "Com dívidas esmagando eleitores, Lula pinta as apostas online como vilãs", a agência afirmou que Lula vinha atacando as apostas online em comício após comício, acusando-as de esvaziar os orçamentos das famílias e de enfraquecer o consumo que impulsionou o crescimento econômico em seus governos.
Com a eleição a poucos dias e a disputa empatada nas pesquisas, escreveu a agência, o presidente estava "transformando retórica em política".
A Bloomberg também informou, com base em duas fontes, que Lula assinaria no mesmo dia uma segunda MP, voltada à renegociação de dívidas de pessoas físicas.
A proibição foi confirmada no fim do dia, em um evento em São Paulo.
Apostas como 'vilãs' e golpe no futebol: como a imprensa internacional noticiou a proibição das bets por Lula
