A inteligência artificial (IA) já entrou nas empresas brasileiras. Em muitos casos, sem que os próprios gestores percebessem. Enquanto departamentos de TI e diretorias discutem quais ferramentas adotar, colaboradores já utilizam sistemas de IA por conta própria para resumir documentos, analisar contratos, produzir textos, organizar informações e aumentar a produtividade.
O problema é que essa utilização muitas vezes acontece sem qualquer supervisão. É justamente aí que surge um fenômeno que começa a ganhar atenção no mundo corporativo: o Shadow AI.
Na prática, o uso de ferramentas de IA pelos colaboradores pode até parecer inofensivo. Afinal, a tecnologia pode tornar tarefas mais rápidas e aumentar significativamente a produtividade.
O risco surge quando, nesse processo, informações sensíveis da empresa ou de seus clientes são inseridas nessas plataformas sem o devido cuidado: contratos confidenciais, dados pessoais, relatórios financeiros, estratégias comerciais, entre outros.
O problema, portanto, não está no uso da tecnologia em si, mas na ausência de controle sobre como ela é utilizada. A adoção espontânea da tecnologia demonstra justamente o seu potencial. A questão é que a velocidade dessa adoção pode ser maior do que a capacidade da própria empresa de estabelecer regras para sua utilização. E aqui entram as implicações jurídicas.
