O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes comemorou neste sábado (26.set.2026) a decisão do Conselho Superior do Ministério Público Federal de arquivar o pedido de investigação criminal contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, referente ao caso Master. Na mesma sessão, de 6ª feira (25.set), os conselheiros rejeitaram por unanimidade o afastamento de Gonet das apurações do processo.
Gonet e Gilmar Mendes foram sócios fundadores, em 1998, do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), junto do ex-procurador-geral da República, Inocêncio Coelho. Em agosto de 2017, Gonet vendeu sua participação ao filho do ministro, Francisco Schertel Mendes, que hoje administra a instituição com o pai.
Em seu perfil no X (ex-Twitter), Gilmar afirmou que o resultado no MPF confirmou “o que já se sabia” e que “nada havia que impedisse o Procurador-Geral de seguir atuando nos processos do Banco Master, muito menos algo que arranhasse a reputação construída em décadas de serviço público”.
Sem citá-lo diretamente, o ministro voltou a criticar o vazamento das conversas e a conduta do inquérito relatado pelo ministro André Mendonça. Também chamou o afastamento cautelar do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de “desproporcional”.
Segundo Gilmar, a reversão do afastamento do diretor da PF evitou danos maiores decorrentes de “decisões individuais de enorme alcance, tomadas de afogadilho na fase de investigação”.
