Hoje em dia, nossos celulares detectam automaticamente o número de quem faz uma ligação e exibem a informação na tela. Algumas décadas atrás, porém, quando só existiam os telefones fixos, o mistério de saber quem estava ligando era presente até a hora em que você atendia. Podia ser um parente, um amigo ou um crush, mas podia ser também algum cobrador ou um trote. Não havia como saber.
Até que alguém teve a ideia de mudar isso. Em uma noite de 1977, o técnico mineiro Nélio José Nicolai, que trabalhava na estatal telefônica Telebrasília, na capital do país, sonhou com um aparelho que identificasse o número de quem estava ligando e resolvesse o problema dos trotes anônimos que ele e seus amigos enfrentavam. No dia seguinte, colocou-se a transformar o sonho em realidade: o aparelho se chamaria BINA, que significa “B Identifica o Número A”, onde B é o aparelho que recebe a ligação e A, aquele que a origina.
A solução proposta por Nicolai consistia em modificar a sinalização usada pelas centrais telefônicas. O sistema telefônico já tinha um padrão, chamado de A5, para identificar o número do chamador, mas ele só era usado em discagens interurbanas. Para as ligações locais, usava-se o padrão A3, que apenas repassava o sinal.
“Se o problema é o sinal A3, a solução é simples, pois basta trocar a programação do sinal A3 pelo sinal A5.
A história (e as batalhas judiciais) de Nélio José Nicolai, engenheiro que criou o BINA
