A Global X, farmacêutica que fornece canetas reutilizáveis para aplicação de insulina ao SUS (Sistema Único de Saúde), defende que o Ministério da Saúde aguarde a análise de pedidos de registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) antes de restringir a participação de empresas sem registro no Brasil na próxima licitação. O anúncio da nova regra foi feito em abril de 2026. O pregão deve ser publicado neste mês.
Segundo Freddy Rabbat Neto, CEO da empresa, a crítica não é à exigência de registro, mas ao momento de implementação da norma no edital. Para ele, realizar a licitação nesse formato pode recriar a dependência de poucos fornecedores e resultar em preços mais altos para o SUS.
“Acredito que lançando um edital no prazo próximo, mas após uma avaliação da Anvisa sobre esses outros registros nossos e de outras empresas, a gente pode trazer aí uma economia grande para os cofres públicos”, disse o empresário ao Poder360.
A empresa defende que os processos em análise na agência reguladora sejam concluídos antes da implementação da obrigatoriedade. A própria farmacêutica pediu um registro em fevereiro de 2026, que segue em análise.
Rabbat afirma que, ao aguardar a conclusão das análises pela Anvisa, a nova licitação será realizada em um cenário de maior concorrência, com múltiplos fornecedores registrados. Segundo ele, a medida resultará em preços mais baixos e maior segurança no abastecimento.
