Com o distanciamento histórico de hoje, é difícil acreditar que Adolf Hitler, um dos ditadores mais sanguinários do século 20, fosse amado romanticamente por alguém. Mas além dos seus pais, irmãos e de Eva Braun - sua esposa por menos de 40 horas -, o austríaco tinha sobrinhos, em especial a filha de sua meia-irmã, com quem ele mantinha uma relação estranhamente próxima.
Acontece que o envolvimento de Hitler na morte de Geli Raubal, então com 23 anos, continua a ser um mistério. Em setembro de 1931, a jovem foi encontrada morta em seu apartamento em Munique com um tiro no pulmão pelo mordomo do tio. O mais curioso é que a arma encontrada no local pertencia ao líder nazista, pista essa que o colocou como principal suspeito. O problema? Um álibi sólido: Hitler estava em Nuremberg no dia, a 170 km de distância.
Mesmo na época, o relatório policial referente ao caso foi questionado. No entanto, como não vieram à tona quaisquer outras explicações plausíveis, a acusação não progrediu. Isso pelo menos até os dias de hoje, já que Harald Sandner, historiador alemão, encontrou novas informações sobre o assassinato.
A descoberta foi publicada no jornal alemão Der Spiegel na terça-feira (22) e traz uma “massa esmagadora”, disse Sandner, de detalhes que “contradizem completamente a narrativa oficial de 95 anos apresentada pelo judiciário” e pelos nazistas.
Em entrevista ao London Times, o historiador compartilhou informações sobre o seu trabalho.
Este estudo dá nova versão para a estranha morte de sobrinha próxima de Hitler
