O TikTok firmou um acordo que pode chegar a R$ 1,5 bilhão e, como parte do acerto, será obrigado a adotar um limite de duas horas de uso diário para seus usuários. O acordo prevê ainda pausas obrigatórias após 15 minutos de uso contínuo e medidas mais rígidas para verificar a idade de quem acessa a plataforma.
O estado que moveu a ação acusava o TikTok de contribuir para problemas de saúde mental entre adolescentes. As restrições de uso e as exigências de verificação de idade figuram como condições centrais para o encerramento do processo.
De acordo com a agência de notícias Reuters, a empresa pagará de imediato US$ 100 milhões (cerca de R$ 510 milhões). A quantia total, contudo, pode alcançar US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,53 bilhão) caso certas metas e condições sejam cumpridas, segundo o gabinete do procurador-geral do estado.
O julgamento do Alabama estava marcado para começar na próxima segunda-feira (28), na capital Montgomery, e prometia lançar luz sobre segredos operacionais e algoritmos que a ByteDance tentava manter em sigilo.
Algoritmo e saúde mental no alvo das acusações
Informações do G1 apontam que a ação foi movida no ano passado pelo procurador-geral do Alabama, Steve Marshall. A acusação sustentava que a rede social utiliza um feed infinito projetado para prender a atenção dos usuários, direcionando jovens de forma sistemática a conteúdos cada vez mais intensos de violência e automutilação.
