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A corrida da inteligência artificial
Há requintes de Guerra Fria na corrida de Estados Unidos e China pelo desenvolvimento da inteligência artificial.
Tanto que, diante das recomendações para colocar freios nas pesquisas após o incidente envolvendo um modelo experimental da OpenAI que invadiu os sistemas da Hugging Face, surgiu um dilema de uma corrida armamentista: nenhum dos lados parece disposto a desacelerar se o outro continuar avançando.
Como na disputa entre americanos e soviéticos, entre 1945 e 1991, se um acelerava a fabricação de mísseis balísticos e ogivas nucleares, o outro dobrava a aposta.
Mas digo “requintes” porque, por mais tentador que seja comparar o comportamento dos dois titãs econômicos globais com a antiga rivalidade entre EUA e URSS, é importante colocar os dois pés na realidade: o mundo hoje não está dividido em duas esferas de poder.
A corrida da inteligência artificial...2
Mesmo depois de anos de guerra comercial, tarifas e restrições tecnológicas, Estados Unidos e China continuam profundamente conectados.
Americanos e soviéticos eram adversários praticamente sem vínculos econômicos. EUA e China são competidores estratégicos cujas economias estão conectadas.
Competem por semicondutores, inteligência artificial, minerais críticos, mas também vendem centenas de bilhões de dólares um ao outro.
