Em entrevista ao programa A Força do Agro, o presidente da Abran, Durval Ribas Filho, detalha a ação dos fármacos contra a obesidade e alerta para cuidados clínicos.
O crescimento no consumo de medicamentos voltados à perda rápida de peso transformou o tratamento da obesidade em um fenômeno cultural no país. Desenvolvidos inicialmente para o controle do diabetes tipo 2, esses fármacos ganharam notoriedade popular e abriram debates sobre segurança médica. Na sexta-feira 25 o presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), Durval Ribas Filho, participou do programa A Força do Agro, da Revista Oeste, e alertou para os perigos do uso indiscriminado das canetas emagrecedoras.
Segundo o especialista, a obesidade é uma doença crônica grave que afeta entre 26% e 28% da população brasileira, enquanto mais da metade dos adultos convive com excesso de peso. A prescrição dos agonistas incretínicos exige rigor diagnóstico e não deve atender a apelos estéticos passageiros.
“As canetas emagrecedoras atuam na raiz biológica do problema”, afirmou Ribas Filho. “Elas não controlam apenas a fome fisiológica, mas agem também na área mesolímbica do cérebro para conter a fome hedônica, ligada à ansiedade e às emoções.”
Como as canetas emagrecedoras agem no organismo e a variação de resultados
O mecanismo de ação reduz o apetite compulsivo e estende a sensação de saciedade.
