A IA (inteligência artificial) está inegavelmente reescrevendo as regras da economia global. Para os economistas, a IA não é apenas um novo objeto de estudo; é uma força revolucionária que está remodelando nossas metodologias e os próprios mercados que analisamos.
Ainda assim, em meio ao atual frenesi de investimentos de capital, uma questão profunda permanece sem resposta: quais são as verdadeiras consequências macroeconômicas da IA?
Para entender a trajetória da IA, precisamos 1º olhar para a produtividade. Os economistas costumam citar o Paradoxo de Solow, batizado em homenagem a Robert Solow, que observou, de forma célebre, durante o início da era da computação, que os computadores estavam visíveis em todos os lugares, exceto nas estatísticas de produtividade.
Hoje, poderíamos aplicar a mesma lógica à IA. A transição de um avanço tecnológico para um crescimento mensurável da produtividade é complexa, repleta de problemas de medição, ajustes estruturais e defasagens temporais.
Embora eu continue otimista quanto à capacidade da IA de, em última instância, aumentar a eficiência econômica, não podemos ignorar o risco de que os atuais investimentos maciços possam inflar uma bolha antes de proporcionar ganhos reais de produtividade. Somente a prática revelará a verdade.
No entanto, se a IA cumprir suas promessas de produtividade, ela inevitavelmente transformará o mercado de trabalho e a distribuição de renda.
