O jornal norte-americano Tampa Bay Times recentemente noticiou a morte de uma idosa em 8 de setembro de 2026. A família dela afirma que os médicos locais atribuíram a morte à dengue, embora o Departamento de Saúde da Flórida ainda não tenha confirmado isso.
Essa morte provavelmente fez parte de um surto mais amplo de dengue no condado de Hillsborough, onde houve 95 casos documentados de dengue desde julho de 2026. Em agosto deste ano, o Departamento de Saúde do Condado de Hillsborough emitiu um alerta sobre doenças transmitidas por mosquitos devido a relatos de vários episódios.
Esse aglomerado de casos transmitidos localmente é uma forte lembrança de que uma doença que a maioria dos norte-americanos associa a férias em distantes países tropicais é cada vez mais contraída em casa.
A dengue é chamada nos EUA de “febre quebra-ossos”, e esse apelido é merecido. As pessoas que adoecem geralmente apresentam febre alta repentina, acompanhada de forte dor de cabeça, dor atrás dos olhos e dores profundas nos músculos, articulações e ossos. Muitas também sentem náuseas, vomitam ou apresentam erupções cutâneas em manchas alguns dias depois.
Como médico especialista em doenças infecciosas e medicina tropical que dirige uma clínica para viajantes, vejo com que facilidade a dengue passa despercebida tanto por pacientes quanto pelos médicos norte-americanos.
