O TikTok aceitou nesta sexta-feira (25) limitar a duas horas o uso de seu aplicativo por parte de adolescentes, assim como havia feito antes a Meta, proprietária do Instagram, após chegar a um acordo com o estado do Alabama, no sudeste dos Estados Unidos.
Dessa forma, as redes sociais caminham para a adoção de um conjunto de regras comuns negociadas com os estados.
Quando faltavam três dias para enfrentar o primeiro julgamento movido por um estado, o TikTok chegou a um acordo, anunciou nesta sexta o procurador-geral do Alabama, Steve Marshall.
A plataforma de vídeos curtos pagará US$ 116,2 milhões (R$ 602,3 milhões), dos quais US$ 100 milhões (R$ 518,4 milhões) a título de reparação. O valor poderá chegar a US$ 300 milhões (R$ 1,55 bilhão) se outros estados aceitarem acordos semelhantes, segundo o texto do acordo, que exclui reconhecimento de responsabilidade.
As grandes plataformas enfrentam uma enxurrada de processos judiciais nos Estados Unidos, onde milhares de famílias e distritos escolares, assim como praticamente a totalidade dos estados, as acusam de prejudicar a saúde mental dos jovens. A Meta aceitou em agosto pagar cerca de US$ 17 bilhões (R$ 88,1 bilhões) para encerrar as ações.
O TikTok terá de impor por padrão um limite diário de duas horas para jovens de 13 a 17 anos, cortar seu acesso entre meia-noite e 6h e suspender as notificações durante o horário de aulas.
