Pessoas em situação de maior vulnerabilidade ao HIV e que não estejam utilizando a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) -medicamento que reduz o risco de infecção pelo HIV quando usado antes de uma possível exposição ao vírus- por dificuldades sociais ou de acesso aos serviços de saúde devem estar entre as primeiras a receber a versão injetável pelo Sistema Único de Saúde, caso o cabotegravir seja incorporado à rede pública.
A estratégia consta em documentos da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) e do Ministério da Saúde, mas os critérios definitivos de prioridade ainda não foram estabelecidos. Ainda não há, porém, prazo de quando as doses injetáveis estarão disponíveis no SUS.
O cabotegravir de longa duração, aplicado a cada dois meses após as doses iniciais, recebeu recomendação preliminar favorável da Conitec no início de agosto. A perspectiva do Ministério não é substituir imediatamente a PrEP oral, já oferecida pelo SUS, mas ampliar as opções de prevenção. Segundo o relatório técnico preliminar da Conitec, a oferta inicial seria direcionada a pessoas em situação de vulnerabilidade que, por razões sociais ou dificuldades de acesso aos serviços, não estejam utilizando a profilaxia em comprimidos.
