A primeira impressão da Seleção Brasileira depois da Copa do Mundo foi de mais do mesmo. No empate por 1 a 1 com a Austrália, o Brasil repetiu boa parte dos problemas que levaram à eliminação no Mundial e, pior, não apresentou nenhuma evolução.
O técnico Carlo Ancelotti manteve a estrutura com apenas dois jogadores no meio-campo e apostou em uma equipe recheada de atacantes. A proposta, porém, novamente não funcionou.
Bruno Guimarães e Danilo ficaram sobrecarregados em um setor frequentemente esvaziado, enquanto o Brasil encontrou enorme dificuldade para construir jogadas e fazer a bola chegar com qualidade ao ataque.
O problema também apareceu nas perdas de posse. Com poucos jogadores ocupando o meio e um time muitas vezes descompactado, a Seleção ofereceu espaços para a Austrália acelerar nos contra-ataques. Defensivamente, o Brasil não chegou a sofrer uma pressão, mas mostrou uma vulnerabilidade que já havia aparecido na Copa do Mundo.
Com a bola, a atuação foi ainda mais preocupante. Faltaram aproximações, criatividade e alternativas para furar uma defesa organizada. O Brasil teve dificuldades para transformar sua superioridade técnica em chances claras e dependeu muito mais de ações individuais do que de mecanismos coletivos. Para uma equipe com tamanho potencial ofensivo, é pouco.
E é justamente por isso que Ancelotti precisa ser cobrado. O italiano assumiu a Seleção em maio de 2025 e já teve tempo suficiente para implementar suas ideias.
