O câncer de pulmão é, ainda, a principal causa de morte por câncer no mundo. Durante décadas, as opções de tratamento se limitavam basicamente à quimioterapia, à radioterapia e, em alguns casos, à cirurgia. Atualmente, o cenário é outro. A palavra-chave passou a ser personalização. Trata-se de uma prática concreta baseada em biologia molecular, inteligência de dados e escolhas terapêuticas cada vez mais refinadas.
A transformação começou com a identificação de alterações específicas em genes que ajudam a controlar o crescimento e a multiplicação das células. Entre elas estão mutações -mudanças na sequência do DNA- em genes como EGFR, BRAF, MET e HER2. Há também os rearranjos genéticos, nos quais trechos do DNA mudam de posição ou se combinam de maneira diferente, envolvendo genes como ALK, ROS1 e RET. Novas alterações moleculares relacionadas ao câncer continuam sendo identificadas.
Com esses avanços, o que antes era considerado uma única doença, tratada de forma relativamente uniforme, passou a ser compreendido como um conjunto de subdoenças definidas por suas características moleculares. Em vez de perguntar apenas qual é o estágio da doença, a medicina passou a investigar também o perfil genômico de cada tumor de pulmão.
Combinações mais inteligentes
Nos últimos anos, essa lógica foi levada a um novo patamar.
