Um relatório do Escritório de Direitos Humanos da ONU, publicado na 6ª feira (18.set.2026), afirma que a violência sexual tem sido utilizada contra civis e prisioneiros de guerra na Ucrânia, desde a invasão em larga escala pela Rússia, há mais de quatro anos.
O documento identifica “um padrão chocante de tortura, intimidação e coerção”.
89% dos casos atribuídos a autoridades russas
Cerca de 1.004 casos foram documentados entre 24 de fevereiro de 2022 e o final de julho deste ano.
Dentre eles, 89% foram atribuídos a autoridades russas, incluindo membros das forças armadas, do serviço penitenciário e do serviço de segurança nacional. Os 11% restantes foram atribuídos a autoridades ucranianas.
O relatório é baseado em entrevistas com centenas de vítimas e sobreviventes de violência sexual cometida por ambas as partes, bem como documentos judiciais e registros oficiais.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, disse estar “profundamente alarmado com a prevalência desses atos abomináveis”. Ele afirmou que é quase certo que as práticas continuam, em meio à violência incessante do conflito.
Atos degradantes
A maioria das vítimas é composta por homens, particularmente em locais de detenção, mas mulheres e crianças também foram afetadas, principalmente nos territórios ocupados da Ucrânia.
