O Senado que toma posse em fevereiro de 2027 deve fazer uma curva íngreme à direita, mas não o bastante para que os congressistas desse espectro político consigam, sozinhos, tirar um ministro do Supremo Tribunal Federal do cargo.
O grupo de oposição a Lula (PT) aparece à frente nas pesquisas de intenção de voto e reúne 27 candidatos competitivos para as 54 vagas em disputa neste ano, segundo levantamento do Poder360. Esses políticos, se realmente chegarem a ser eleitos, somariam-se a outros 16 senadores com posições anti-PT que estão em meio de mandato e vão seguir na Casa Alta até 2031.
A bancada da direita -caso os estudos eleitorais se confirmem- iria para 43 senadores na soma dos novos com os já antigos. Teria maioria absoluta, mas 11 a menos do que o mínimo de 54 necessários para destituir um ministro do STF.
O Supremo vive uma crise sem precedentes na sua história com as revelações envolvendo ministros e o caso Banco Master. Em 15 de setembro, a Corte iniciou o julgamento sobre o relatório da Polícia Federal que apura a atuação do ministro Alexandre de Moraes no caso envolvendo a instituição financeira e o empresário Daniel Vorcaro.
Foi a 1ª vez que o plenário discutiu a abertura de uma investigação para apurar a conduta de um magistrado do próprio STF. A decisão, no fim, não foi tomada porque houve uma articulação para que o julgamento fosse adiado com um pedido de vista, salvando Moraes por até 90 dias.
