A menos de uma semana do primeiro turno das eleições de 2026, Nossa Senhora Aparecida passou a ser alvo de manifestações que opõem diferentes setores políticos e religiosos. De um lado, grupos associados à direita e a setores evangélicos; de outro, reações de grupos ligados à esquerda e ao catolicismo.
A troca de acusações e declarações ganhou espaço nas redes sociais ao longo dos últimos dias e levou o tema também à Justiça Eleitoral.
O episódio começou na noite de quinta-feira (24/9), quando passaram a circular na internet publicações afirmando que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) estaria por trás de um plano para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Em pouco tempo, o conteúdo viralizou.
Segundo as publicações, a articulação teria partido de setores evangélicos próximos ao senador. A informação, porém, não encontra respaldo em um projeto atualmente em tramitação e foi negada por Flávio.
Como surgiu o boato
A origem do boato está em um comentário exibido mais cedo naquele dia, durante um programa de uma emissora de TV que analisava a disputa eleitoral, o voto feminino e o comportamento do eleitorado religioso.
Na ocasião, foi mencionada uma suposta reação de setores católicos a uma parcela de evangélicos, que estariam articulando um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
