Partidos apostam em migração de candidaturas ao Senado em 2026; entenda
Disputar o Senado por um estado diferente de onde pavimentaram a carreira não é novidade na política brasileira. A prática, no entanto, ganhou mais visibilidade nas eleições de 2026, com políticos nacionalmente conhecidos concorrendo fora de seus redutos eleitorais. Este ano, cada estado elege dois senadores.
Um dos casos de 'migração' é o de Hélio Lopes (PL), que deixou o Rio de Janeiro para concorrer por Roraima. Além dele, Carlos Bolsonaro (PL), foi lançado candidato ao Senado em Santa Catarina após sete mandatos como vereador carioca, e das ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), tentam vaga por São Paulo após trajetória no Acre e em Mato Grosso do Sul, respectivamente, além além de ocuparem cargos de projeção nacional.
Mesmo permitida pela legislação eleitoral, a prática reacende um debate sobre representação dos Estados no Senado, a movimentação em torno de um projeto nacional dos partidos e a escolha de nomes considerados 'fiéis' e competitivos pelas legendas (veja infográfico abaixo). O tema também foi usado como 'munição' por adversários, principalmente para ataque a campanhas em São Paulo.
Hélio Lopes, por exemplo, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, mas transferiu o domicílio eleitoral para disputar uma das vagas ao Senado por Roraima. A decisão surpreendeu inclusive dirigentes do PL local, que afirmam ter tomado conhecimento da candidatura pela imprensa.
Candidatura de Hélio Lopes em Roraima: por que partidos buscam ampliar bancadas no Senado com nomes fora de redutos eleitorais
