Às vésperas da eleição, o governo federal anuncia um novo pacote de medidas mirando um público afetado pelo cenário de crescente endividamento no país: a proibição das bets e um novo programa de renegociação para inadimplidos.
Olhando para o momento e a maneira como as ações são anunciadas, analistas ouvidos pelo CNN Money entram em consenso: “soa de caráter eleitoreiro”, ressalta Leandro Consentino, cientista político e professor do Insper.
“Ainda que haja benefício, são medidas que lidam com questões muito sérias para fazer de maneira tão açodada, beirando o oportunismo eleitoral”, enfatiza.
A proibição às casas de aposta esportiva começa de fato no dia 6 de outubro, após o primeiro domingo em que os eleitores irão às urnas. Mas o novo anúncio de apelo popular a pouco menos de uma semana do primeiro turno é visto criticamente pelos especialistas.
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“Pacote de bondades”
O chamado “pacote de bondades” do governo prevê injetar cerca de R$ 271 bilhões na economia em 2026, mostram dados levantados pelo CNN Money que contemplam anúncios de linhas de crédito, reforços orçamentários a programas já existentes e subsídios.
Antes desta sexta-feira (25), o movimento mais recente havia sido a elevação do pagamento do Bolsa Família, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o reajuste do piso do benefício para R$ 691 - gerando um custo adicional de R$ 5,8 bilhões aos cofres públicos neste ano.
