A busca por exoplanetas sempre despertou o interesse da comunidade científica. Afinal, a descoberta de mundos fora do nosso Sistema Solar é primordial para compreender a formação planetária e, principalmente, buscar sinais concretos de vida para responder se estamos sozinhos no Universo.
Mas especialistas relatam que, para encontrar candidatos capazes de abrigar vida, os exoplanetas precisam preencher requisitos específicos a fim de passar da possibilidade para a probabilidade. Entre essas condições, a principal é que o astro esteja em uma posição equilibrada em relação à sua estrela hospedeira.
James Webb dá mais detalhes de como é exoplaneta semelhante a Mercúrio
Ciência
Descoberto novo exoplaneta com manhãs nubladas e tardes ensolaradas
“Isso é o que chamamos de zona habitável. A ideia é que o planeta não esteja nem muito distante nem muito próximo da estrela. Se estiver muito perto, a água na superfície seria encontrada no estado gasoso, estaria evaporando. Se estiver muito distante, os oceanos estariam congelados e o planeta seria muito frio”, explica o astrônomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Por outro lado, mesmo que o planeta tenha uma “relação saudável” com sua estrela, os cientistas precisam determinar se existe água na sua superfície. “Quando falamos da zona habitável, não sabemos nem se o planeta realmente tem água. Ele está apenas em uma região onde, potencialmente, poderia haver.
