O Brasil terá um repositório de informações sobre anúncios digitais impulsionados pelas plataformas para terem mais alcance, muitas vezes utilizados para aplicações de golpes e atividades fraudulentas. O consumidor poderia ter acesso ao link e depois não conseguiria mais encontrar a origem da publicação para denunciar as autoridades.
Agora, os dados ficarão disponíveis em uma espécie de ‘biblioteca digital’ onde os anúncios, até mesmo os posts patrocinados, poderão ser encontrados, mesmo que a postagem tenha sido removida ou excluída.
A iniciativa foi tomada em conjunto pela Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) e com secretarias ligadas ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A portaria foi assinada no última terça-feira (22) e passa ter validade completa 90 dias após a publicação.
“A biblioteca vale para quem tem mais de um milhão de usuários mensais, mas é o caso de todas as grandes plataformas. O registro vai entrar com o nome comercial do produto ou serviço anunciado, com identificação do contratante do anúncio, período de veiculação, número de destinatários alcançados. Uma série de informações vão estar disponíveis para o usuário diretamente e isso vai permitir, inclusive, que as próprias marcas façam uma melhor fiscalização”, diz João Brant, secretário de Políticas Digitais da Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência da República.
