O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta 6ª feira (25.set.2026), que o próximo passo do governo federal é “fazer uma Carbono Oculto a cada semestre“. Realizada em 28 de agosto de 2025, a Carbono Oculto foi uma megaoperação para desarticular um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e adulteração no setor de combustíveis ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
A declaração foi feita em discurso durante o evento promovido pelos grupos Esfera Brasil, Prerrogativas e Parlatório para debater propostas para o setor econômico com empresários. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também participa do encontro.
Durigan citou a operação como exemplo de coordenação de programas de inteligência e cruzamento de dados em prol da segurança pública. Segundo ele, a experiência levou o Ministério da Fazenda a articular os próximos passos: “[…] Fazer uma Carbono Oculto a cada semestre pelo menos, a partir dos padrões que a gente identificou e do quanto a gente tem que combater esse mal feito”.
Para o ministro, “a Carbono Oculto é um exemplo fundamental da participação do governo federal na segurança pública”. Integrantes da oposição discordam.
Em agosto, o ex-secretário de Segurança Pública de SP e candidato ao Senado Guilherme Derrite (PP) criticou o PT por tomar as glórias dos feitos da Carbono Oculto.
