O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira, 24, uma redução na previsão de despesas com benefícios previdenciários, pessoal, Benefício de Prestação Continuada (BPC), subsídios e outras despesas para acomodar o reajuste do Bolsa Família. As mudanças constam do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre de 2026.
A estimativa prevê uma redução de quase R$ 12 bilhões nas despesas com benefícios previdenciários. A previsão de gastos com servidores e encargos sociais caiu cerca de R$ 4 bilhões, enquanto a estimativa para o BPC recuou R$ 1,8 bilhão. O governo Lula também reduziu em mais de R$ 1 bilhão a projeção para subsídios, subvenções e o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária.
Lula anunciou o reajuste do Bolsa Família em setembro, há menos de um mês do 1º turnos das eleições. A partir de outubro, o valor mínimo do benefício passará de R$ 600 para R$ 691. O valor médio subirá de R$ 691 para R$ 777. O impacto estimado da medida é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027.
Previdência tem maior redução na previsão
A maior redução ocorreu na estimativa de despesas previdenciárias. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a medida não representa um corte nos pagamentos da Previdência, mas uma queda na previsão de crescimento desses gastos.
