A idade registrada na certidão de nascimento pode não contar toda a história sobre o envelhecimento do corpo. Enquanto a idade cronológica avança igualmente a cada aniversário, a biológica pode seguir outro ritmo, e uma pista dessa diferença pode estar bem diante dos nossos olhos. Estudos recentes indicam que imagens da retina analisadas por inteligência artificial (IA) podem ajudar a revelar sinais relacionados à forma como o organismo envelhece.
A retina pode fornecer informações que vão além da saúde dos olhos. Seus vasos sanguíneos são diretamente visíveis, a região é afetada por condições como diabetes e inflamações e, por fazer parte do sistema nervoso central, mantém uma estreita relação com o cérebro. É nesse cenário que pesquisadores têm investigado a chamada diferença de idade da retina (RAG, na sigla em inglês), obtida ao comparar a idade estimada a partir de imagens do fundo do olho com a idade cronológica de uma pessoa.
Em um estudo da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, publicado em 17 de setembro na revista GeroScience, pesquisadores treinaram um sistema com 29.530 exames de retina de 7.535 participantes, incluindo imagens de olhos saudáveis e de pessoas com doenças da retina ou do nervo óptico. Depois, o modelo foi testado em outros 14.832 exames de 7.416 participantes e conseguiu estimar a idade cronológica com uma margem média de erro entre 2,5 e 2,7 anos.
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