O senador Eduardo Girão (Novo-CE), candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo-MG), resiste à possibilidade de o ex-governador mineiro abandonar a disputa pelo Planalto para apoiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda no primeiro turno.
Em conversa com Oeste, Girão classificou como “terrorismo eleitoral” a pressão pelo chamado voto útil na reta final da campanha. A estratégia criticada pelo senador consiste em convencer eleitores de candidatos com menor porcentual nas pesquisas a transferir o voto para um candidato que aparece à frente. No caso de Zema, o movimento busca levar parte de seus eleitores para Flávio ainda no primeiro turno.
O posicionamento de Girão surge no momento em que o Novo discute o futuro da candidatura presidencial. Conforme apurou Oeste, Zema está perto de desistir da disputa. O senador, contudo, defende a manutenção da chapa. De acordo com Girão, a campanha continua normalmente, com compromissos e viagens pelo país. Ele acredita que o eleitor deve poder votar em Zema no primeiro turno, sem pressão para migrar antecipadamente para Flávio.
A discussão se intensificou desde que Lula e Flávio se distanciaram dos demais candidatos nas pesquisas. Na Quaest divulgada em 21 de setembro, Lula registrou 37% das intenções de voto, Flávio, 33%, e Zema, 1%. A margem de erro é de dois pontos porcentuais. O levantamento BTG/Nexus do mesmo dia mostrou Lula com 40%, Flávio com 37% e os demais candidatos abaixo de 10%.
