A Chapecoense visitou, nesta sexta-feira, na Colômbia, uma montanha contra a qual se chocou o avião que transportou sua delegação há dez anos e que causou uma das maiores tragédias do futebol mundial.
Representantes da equipe compareceram à homenagem organizada pelas autoridades locais em memória das 71 pessoas que morreram no acidente na noite de 28 de novembro de 2016.
Entre os presentes estava um dos seis sobreviventes, o ex-zagueiro Neto. Aos 41 anos, ele voltou pela terceira vez ao local onde quase perdeu a vida.
Ali foi instalado um mural com as fotografias das vítimas e a inscrição “Campeões do céu”. O clube vai inaugurar um monumento com os nomes dos que faleceram gravados.
Nas imediações, ainda é possível ver pedaços da fuselagem do avião.
Em plena luta pela permanência na primeira divisão do Campeonato Brasileiro, a Chapecoense chegou a Medellín para disputar um amistoso contra o Atlético Nacional no sábado, no estádio Atanasio Girardot, marcando os dez anos da tragédia.
O acidente ocorreu no monte Cerro Gordo, em La Unión, quando a equipe brasileira se preparava para clubes perto de Medellín para disputar o jogo de ida da final da Copa Sul-Americana contra o Nacional.
Mas o avião ficou sem combustível e se chocou contra a montanha.
“Os gritos das pessoas pedindo socorro” são “lamentos que a gente ainda ouve como se estivessem vivos”, disse à AFP o camponês Miguel Ramírez, do município de La Unión.
