Faltando uma semana do primeiro turno, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentra esforços em dois grupos específicos do eleitorado: mulheres e idosos. A estratégia, apurada pela analista de Política da CNN Edilene Lopes, busca ampliar a participação desses públicos nas urnas e converter indecisos em votos.
Segundo Edilene, o PT não pretende disputar votos em segmentos onde sabe que há pouca receptividade, como o eleitorado de direita e centro-direita.
“A esquerda, o PT, não vai procurar buscar votos onde eles sabem que há dúvida”, explicou a analista. O foco, portanto, recai sobre os indecisos e sobre grupos em que as pesquisas indicam maior aceitação de Lula.
Os idosos são um dos principais alvos da campanha. Dados das urnas de 2022 mostram que 60% dos eleitores com mais de 70 anos não compareceram para votar, representando um potencial significativo de votos a ser explorado.
O PT atribui a boa receptividade de Lula nessa faixa etária à memória que os mais velhos guardam dos governos anteriores do Partido dos Trabalhadores.
Para mobilizar esse público, a militância está sendo orientada a identificar parentes, amigos e vizinhos idosos e garantir que essas pessoas sejam levadas às urnas no dia 4 de outubro.
Além disso, Edilene Lopes destacou que o Ministério da Previdência estuda utilizar o voto como prova de vida, o que dispensaria os idosos de realizar um procedimento formal e poderia facilitar a participação desse grupo no pleito.
