Horas antes do fim da sessão do Conselho Superior do Ministério Público Federal, realizada nesta sexta-feira (25), já havia maioria para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, continuasse atuando nos processos ligados ao Banco Master. O placar seguiu sem votos contrários e terminou em 9 a 0 para o seguimento do trabalho do PGR.
No entanto, o cenário de consenso total do colegiado não se repetiu quanto à abertura de uma investigação contra o Gonet por suas supostas ligações com Daniel Vorcaro. O pedido de inquérito foi rejeitado por maioria apertada, 5 votos a 4, mas deixou um rastro perceptível de desgaste e dúvidas sobre o procurador.
O placar sobre a investigação ficou empatado em boa parte da sessão, sendo que o último voto iria formar a maioria. O voto decisivo foi do vice-presidente do Conselho, Nicolao Dino, que acompanhou o relator, Francisco Sanseverino.
Na perspectiva da maioria dos conselheiros, uma foto de Paulo Gonet ao lado de Daniel Vorcaro, mensagens de cordialidade e uma ligação intermediada por um advogado não foram consideradas suficientes pela maioria do Conselho Superior do MPF para justificar a abertura de uma investigação contra o procurador-geral da República.
Ao longo do julgamento, os conselheiros que formaram a maioria minimizaram as imagens e mensagens extraídas do celular de Vorcaro.
