O avanço acelerado dos veículos eletrificados no mercado brasileiro começou a transformar a arquitetura dos sistemas de climatização nos carros. No primeiro semestre de 2026, o país registrou o emplacamento de 215.023 veículos leves híbridos e elétricos, uma expansão de 125% em relação às 95.493 unidades vendidas no mesmo período de 2025, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).
Com o aumento da frota em circulação, o ar-condicionado ganha novas atribuições técnicas. Nos modelos eletrificados, o sistema vai além da ambientação térmica escolhida pelos ocupantes e passa a atuar diretamente no gerenciamento da temperatura de funcionamento da bateria de tração, da eletrônica de potência e do motor elétrico.
A principal mudança estrutural em relação aos carros convencionais está no acionamento do compressor. Enquanto nos veículos a combustão o componente depende da rotação do motor via correias, nos híbridos e elétricos são adotados compressores elétricos movidos por circuitos de alta tensão. A arquitetura permite que a climatização opere independentemente do motor a combustão estar ligado ou desligado.
“Nos veículos eletrificados, a climatização passa a ter uma função mais ampla. O sistema não está relacionado apenas ao conforto dos passageiros, mas também ao controle da temperatura de componentes importantes para o funcionamento e a eficiência do veículo”, explica André Eduardo Oliveira, diretor da Mastercool Brasil.
