O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) decidiu por unanimidade, nesta sexta-feira, 25, não afastar o procurador-geral da República, Paulo Gonet, dos processos relacionados ao Banco Master. Os nove integrantes que participaram do julgamento rejeitaram a retirada do chefe da PGR das investigações que envolvem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O entendimento predominante foi de que o Conselho não tem competência legal para determinar a medida, que, eventualmente, caberia ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A unanimidade sobre a permanência de Gonet, contudo, deu lugar a uma divisão exata quando o colegiado passou a analisar o segundo ponto do julgamento: se há elementos suficientes para aprofundar a apuração sobre a conduta do próprio procurador-geral.
O placar está empatado em 4 a 4, e caberá ao presidente da sessão, Nicolao Dino, irmão do ministro do STF Flávio Dino, dar o voto decisivo. Dino já votou contra o afastamento, mas ainda apresenta sua posição sobre o prosseguimento da apuração.
De um lado, Celso de Albuquerque Silva, Alexandre Camanho de Assis e Hindenburgo Chateaubriand Pereira Diniz Filho acompanharam o relator, Francisco Sanseverino, e votaram pelo arquivamento, por entenderem que não há elementos suficientes para justificar o aprofundamento da apuração sobre a conduta de Gonet.
