O policial militar Ricardo Dias atirou contra Daniel Narita, de 45 anos (imagem em destaque) enquanto ele trocava socos com o irmão, Anderson Narita, mesmo com nenhum dos dois estando armado. Daniel foi atingido no peito e morreu. Para a Polícia Civil, o PM se “precipitou” ao confundir os golpes com supostas facadas, como o militar alegou em depoimento.
Ao analisar informalmente trechos de duas câmeras corporais, o delegado Osvaldo Farah registrou que Ricardo aparece efetuando o disparo “com apenas uma das mãos” e “claramente sendo prejudicado na postura de tiro por outro policial”.
O documento, obtido pela coluna, ainda ressalta que a ocorrência era atendida por mais de sete policiais e que nenhum deles “teve sequer o esboço de agir como o Policial Militar Ricardo Dias”.
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“Pareciam estocadas de faca”
Em depoimento, Ricardo afirmou que os irmãos já haviam sido separados e estavam aparentemente calmos quando a equipe se preparava para deixar o imóvel.
Ao ouvir pedidos de socorro, disse ter voltado ao quintal e visto Daniel fazendo movimentos que “pareciam estocadas de faca”. Segundo o PM, a iluminação era precária e ele entendeu que Daniel esfaqueava Anderson. Alegou ainda que o “calor dos acontecimentos” e a necessidade de decidir rapidamente contribuíram para o disparo.
A investigação, porém, registra que nenhuma faca estava com os irmãos naquele momento. Daniel estava dando socos em Anderson.
