Em uma eleição marcada por diferentes propostas de inserção internacional, o agronegócio precisa estar atento a como as escolhas de política externa podem repercutir sobre mercados, insumos e segurança comercial.Para o agronegócio brasileiro, política externa nunca foi uma discussão restrita à diplomacia. Decisões tomadas em Brasília sobre alianças, blocos econômicos, acordos comerciais e relações bilaterais chegam ao campo na forma de acesso a mercados, exigências sanitárias, disponibilidade de insumos, investimentos e condições de competitividade.
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Em 2026, essa relação se torna ainda mais evidente. A China respondeu por 35,1% das exportações brasileiras do agronegócio no primeiro semestre, seguida pela União Europeia, com 14,5%, e pelos Estados Unidos, com 5,7%. São mercados relevantes, inseridos em contextos geopolíticos distintos e com interesses comerciais próprios.Ao mesmo tempo, o Brasil permanece altamente dependente do mercado internacional para abastecer parte importante de sua produção. Mais de 80% dos fertilizantes utilizados no país são importados, segundo o Plano Nacional de Fertilizantes.
