A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) vetou a alteração contratual proposta pela Eneva para 3 usinas termelétricas. A decisão da diretoria foi proferida na 2ª feira (21.set.2026) e, segundo especialistas, impediu o barateamento da conta de luz para os consumidores brasileiros.
Se fosse aprovada, a mudança estabeleceria uma redução de tarifas aos consumidores residenciais, os chamados regulados, mas criaria uma exposição de aproximadamente R$ 4,9 bilhões no curto prazo, elevando tarifas para o mercado livre e grandes consumidores.
A proposta estabelecia a extinção da inflexibilidade das usinas Maranhão III, MC2 Nova Venécia 2 e Azulão II. As unidades ficariam mais caras para ligar, com o Custo Variável Unitário determinado em R$ 760 por megawatt-hora. Esta alteração nas regras operacionais faria com que as infraestruturas fossem acionadas apenas para garantir a segurança energética.
A autarquia identificou um benefício de R$ 223 milhões ao ano para os consumidores regulados, que teriam alívio nos encargos do sistema. De outro lado, comercializadoras do mercado livre e indústrias absorveriam o ônus bilionário decorrente das exposições de curto prazo.
“Com certeza a baratearia bastante num 1º momento”, disse o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales. O executivo afirmou que o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) precisa de usinas flexíveis para compensar a variabilidade das fontes renováveis.
